Você não precisa ser convencido de que algo está errado. Já sabe disso há algum tempo — talvez há muito tempo. Sentiu no intervalo entre o prazer e o vazio que vem logo depois. Notou quando a parceira disse algo que você não conseguiu rebater. Percebeu numa noite em que estava exausto, entediado, e o hábito apareceu antes mesmo de você decidir qualquer coisa.
Você sabe. E esse saber é o começo.
Não vou te convencer de que o problema é real. Vou te mostrar por que ele persiste — e o que você ainda pode fazer com isso.
Este material não é um sermão. Sermão julga quem você é. Aqui, a conversa é sobre o que você faz — e o que você ainda pode escolher. Essa distinção importa.
Você vai encontrar mecanismo, função, custo e ferramentas. E uma pergunta que vale mais do que qualquer resposta que este livro possa dar: o que você quer construir? O ponto não é eliminar o desejo. É recuperar a escolha.
— da introdução de Fora do Automático